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O procedimento

Mastoplastia redutora / Mastopexia (Reposicionamento da mama)

Os seios ideais são aqueles que ficam proporcionais ao corpo e não prejudicam a saúde postural. Mulheres com seios muito grandes podem ter problemas na coluna, o que atrapalha a realização das atividades diárias. Com a mastoplastia redutora, os seios da paciente se tornam proporcionais ao seu corpo o que melhora a sua qualidade de vida. A cirurgia de redução das mamas também é conhecida como lifting das mamas, plástica das mamas ou cirurgia das mamas.

SIMETRIA E ASSIMETRIA

É extremamente importante ressaltar que as diferenças das mamas são muito freqüentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico delas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a igualdade de forma e tamanho das mamas nem sempre pode ser alcançada pelo cirurgião, apesar de termos este objetivo. Se a própria natureza não as fez idênticas, pode-se imaginar que este objetivo não é tão simples de ser alcançado.

CICATRIZES

As cirurgias de redução das mamas sempre deixam cicatrizes, cuja forma, tamanho e posição variam de acordo com a técnica empregada, o volume e os excessos de pele e de tecido mamário, a qualidade da pele, etc. Atualmente a técnica mais comum deixa as cicatrizes mamárias em forma de “T” invertido, e ao redor da aréola, que geralmente vão adquirir com o tempo, o aspecto de uma linha de tonalidade semelhante à da pele e localizadas em áreas que possam na maioria das vezes, ser encobertas pelas vestes de banho. Menos freqüente, pode ocorrer o inverso e as cicatrizes sofrerem um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação de tratamento adequado, indicando, quando pertinente, uma nova e pequena intervenção buscando melhores resultados.

FUNÇÕES DAS MAMAS

Tanto a redução quanto o aumento das mamas normalmente preservam todas as suas funções. Lactação (produção do leite) e sensibilidade geralmente são mantidas dependendo da técnica utilizada e desde que estas condições já existam antes da cirurgia. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal. Em algumas pacientes, mesmo mamas pequenas ou médias podem perder parte da sensibilidade.

QUANDO OPERAR

As mastoplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Assim, a partir dos 14 a 15 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas, atendendo suas necessidades estéticas (geralmente 2 a 3 anos após a 1ª menstruação). Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar sua cirurgia.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que devem ser realizados com antecedência mínima, uma avaliação cardiológica (risco cirúrgico) será solicitada e também uma avaliação anestésica(véspera). Em casos determinados podemos pedir a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico antes da cirurgia. Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer e abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica. Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente.

A CIRURGIA

A cirurgia é realizada em âmbito hospitalar, podendo ter alta hospitalar normalmente 1 dia após a operação. O ato dura cerca de 4 horas e, em geral, é realizado sob anestesia geral. Pode ser usada outra anestesia como a peridural, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos. Lembre-se que o tempo total de permanência no bloco cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia, pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim, em casos de maior sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolve bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem a operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso. A cliente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação: -Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos dos braços; -Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião; -Banhos ou trocas do soutien somente com a autorização da equipe cirúrgica ou sob sua orientação, no 1º dia após a cirurgia quando a paciente se encontra no hospital; -Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-la). Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela enquanto a paciente estiver no hospital.

OBSERVAÇÃO

- O soutien deverá ser usado por um período mínimo de 3 meses, durante todo o dia, inclusive para dormir, -Não dirigir por um período mínimo de 4 semanas; -Não carregar peso por no mínimo 12 semanas; -Não fazer movimentos amplos e bruscos com os braços por cerca de 4 semanas; -A paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará com menor sensibilidade e podendo ocorrer queimadura. - Recomendamos a realização de massagens (drenagem linfática) no início do pós-operatório, até cerca de 30 dias, ou de acordo com a avaliação médica. - Existem situações que surgem no período pós-operatório e geralmente não interferem no resultado final da cirurgia exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço) e alterações transitórias de sensibilidade.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências podem ser: pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte), etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas, grandes hematomas que precisam ser drenados, necrose da gordura no local dos pontos internos, estas são intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico.

Também nos casos de gravidez posterior a cirurgia de redução de mama pode ocorrer alteração da forma e elasticidade da pele até mesmo com formação de estrias e pigmentação das aréolas e das cicatrizes. As intercorrências podem interferir no resultado final em maior ou menor grau independente da técnica cirúrgica e da condução do tratamento das mesmas pelo cirurgião. Por exemplo: deiscência de sutura dando cicatriz ruim no futuro.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A mastoplastia redutora e a mastopexia não são cirurgias para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação, substituição adiposa das glândulas mamárias interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas.

IMPORTANTE

Resultados efetivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de reintervenções , quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. As reintervenções não significam incapacidade técnica, mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores.